Como
o Jornalista atua no Terceiro Setor
por Sandy Glenda
Segundo a jornalista Lilian
Dreyer, autora do livro “O quinto Poder – consciência social de uma nação”, parte das instituições ligadas ao Terceiro
Setor aponta aumento no espaço de dedicação da mídia à sua cobertura. Por ser
um setor pouco conhecido, a imprensa possui nele um papel de fundamental
importância. Existem diferenças marcantes entre as instituições que participam
do Terceiro Setor, e é através da imprensa que suas atividades podem ser
mostradas e alguns conceitos esclarecidos.
Dreyer diz que o
sentido de atuação de cada organização se dá mediante aos temas e objetivos que
mobilizam, bem como através de suas práticas e dos compromissos que cada
entidade possui. Letícia Carpanez de Paiva, jornalista
formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora- UFJF com especialização em
Comunicação Empresarial (UFJF) e mestrado em Ciências da Informação,
comunicação e novas mídias pela Université de Provence, diz que neste
sentido, é importante uma
comunicação eficaz, o que garante a
divulgação da organização e do trabalho realizado por ela, consolida uma imagem
junto à comunidade e cria um relacionamento com seus diferentes públicos. Além
disso, no caso das Organizações não governamentais (ONGs) é uma forma de
mobilizar as pessoas para participarem de uma causa, bem como prestar contas de
suas atividades, demonstrando transparência e ética.
De acordo com André
Trigueiro, um dos jornalistas entrevistados por Lilian Dreyer, o
acesso à informação não é mais problema, pois já se encontra disponível mesmo
para a população de baixa renda. Para o jornalista, o desafio é a
contextualização, é preciso entender em que contexto o assunto se envolve, do
contrário poderá ser reproduzido o que já está sendo dito há muito tempo.
Segundo Letícia Carpanez de Paiva, um
ponto importante para divulgação é o uso da Internet, a construção de um site
da organização mantido constantemente atualizado com notícias e que contenha o
histórico da instituição, sua missão e valores, parceiros e prestações de
contas, o que pode mobilizar o público e conseguir financiamento para a causa.
O jornalista Ricardo
Azeredo, professor da disciplina de Comunicação Comunitária, da Universidade
Luterana do Brasil (ULBRA) adverte que as
organizações do Terceiro Setor que buscam atrair a mídia pelo apelo emocional
negativo estão equivocadas. A imprensa busca iniciativas consistentes, que
mostram credibilidade, profissionalismo e sabem valorizar suas ações. Movimentos
que prezam por ordenar sua gestão, com metas e processos bem definidos,
conseguem ter potencial para mudar a sociedade e isso vira notícia. Segundo
Letícia Carpanez, o profissional de comunicação deve analisar o ambiente em que
se encontra, sentir as tendências e tentar novas ferramentas ou ações de
comunicação, pois não há uma única forma estabelecida para a comunicação no
Terceiro Setor.
REFERÊNCIAS:
ORTH, Thiana. O Terceiro Setor se comunica?
Parceiros Voluntários. - <http://www.parceirosvoluntarios.org.br/> acessado em: 22 outubro de 2012.
DE PAIVA, Letícia Carpanez. Os desafios na
comunicação institucional do terceiro setor. Comunifoco, 20 set. 2011. - http://comunifoco.com.br/ acessado em: 22
outubro de 2012.
0 comentários:
Postar um comentário