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quarta-feira, 22 de maio de 2013


Como o Jornalista atua no Terceiro Setor
por Sandy Glenda
Segundo a jornalista Lilian Dreyer, autora do livro “O quinto Poder – consciência social de uma nação”,  parte das instituições ligadas ao Terceiro Setor aponta aumento no espaço de dedicação da mídia à sua cobertura. Por ser um setor pouco conhecido, a imprensa possui nele um papel de fundamental importância. Existem diferenças marcantes entre as instituições que participam do Terceiro Setor, e é através da imprensa que suas atividades podem ser mostradas e alguns conceitos esclarecidos.
Dreyer diz que o sentido de atuação de cada organização se dá mediante aos temas e objetivos que mobilizam, bem como através de suas práticas e dos compromissos que cada entidade possui. Letícia Carpanez de Paiva, jornalista formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora- UFJF com especialização em Comunicação Empresarial (UFJF) e mestrado em Ciências da Informação, comunicação e novas mídias pela Université de Provence, diz que neste sentido, é importante uma comunicação eficaz, o que  garante a divulgação da organização e do trabalho realizado por ela, consolida uma imagem junto à comunidade e cria um relacionamento com seus diferentes públicos. Além disso, no caso das Organizações não governamentais (ONGs) é uma forma de mobilizar as pessoas para participarem de uma causa, bem como prestar contas de suas atividades, demonstrando transparência e ética.
De acordo com André Trigueiro, um dos jornalistas entrevistados por Lilian Dreyer, o acesso à informação não é mais problema, pois já se encontra disponível mesmo para a população de baixa renda. Para o jornalista, o desafio é a contextualização, é preciso entender em que contexto o assunto se envolve, do contrário poderá ser reproduzido o que já está sendo dito há muito tempo.
Segundo Letícia Carpanez de Paiva, um ponto importante para divulgação é o uso da Internet, a construção de um site da organização mantido constantemente atualizado com notícias e que contenha o histórico da instituição, sua missão e valores, parceiros e prestações de contas, o que pode mobilizar o público e conseguir financiamento para a causa.
O jornalista Ricardo Azeredo, professor da disciplina de Comunicação Comunitária, da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) adverte que as organizações do Terceiro Setor que buscam atrair a mídia pelo apelo emocional negativo estão equivocadas. A imprensa busca iniciativas consistentes, que mostram credibilidade, profissionalismo e sabem valorizar suas ações. Movimentos que prezam por ordenar sua gestão, com metas e processos bem definidos, conseguem ter potencial para mudar a sociedade e isso vira notícia.  Segundo Letícia Carpanez, o profissional de comunicação deve analisar o ambiente em que se encontra, sentir as tendências e tentar novas ferramentas ou ações de comunicação, pois não há uma única forma estabelecida para a comunicação no Terceiro Setor.

REFERÊNCIAS: 
ORTH, Thiana. O Terceiro Setor se comunica? Parceiros Voluntários. -  <http://www.parceirosvoluntarios.org.br/> acessado em: 22 outubro de 2012.
DE PAIVA, Letícia Carpanez. Os desafios na comunicação institucional do terceiro setor. Comunifoco, 20 set. 2011.  -  http://comunifoco.com.br/  acessado em: 22 outubro de 2012.

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