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quinta-feira, 2 de maio de 2013
A dengue no DF
Os casos de dengue aumentam 317% em 2013. Taxa de agentes cai drasticamente. O Sindicato dos Agentes de Saúde reivindica a realização de concursos públicos.
Segundo o DATASUS, a taxa de incidência de dengue é de 594,55 casos a cada 100.000 habitantes. Fazendo um levantamento nas treze primeiras semanas de 2013, foram 1.118 casos contra 268 casos em 2012.
Hoje em Brasília, são 393 agentes que atuam para uma população de 2.562.963 habitantes. As regiões que tem mais registros de focos da doença são Ceilândia, Taguatinga e Samambaia.
Por problemas entre o governo e o Sindivacs fez com a taxa de agentes de saúde fosse insuficiente para suprir a demanda. As vinte visitas diárias previstas foram reduzidas para apenas quatro.
Sim. É notícia
Fontes:
http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?idb2011/d0203.def
http://www.ibge.gov.br/home/mapa_site/mapa_site.php#populacao
Danilo Eustáquio de Oliveira Corrêa, RA: 7060005265
Diego Rodrigo dos Santos, RA: 6821404261
Leonardo Farias Siqueira, RA: 7060005193
Copa 2014
Investigação Jornalística em Bancos de Dados
Resultados: Gastos excessivos com a cobertura do estádio,
com a segurança, com os aeroportos, mobilidade urbana.
Não apresentam melhorias no setor de saúde para atender as
pessoas que estarão no evento e nem tão pouco o que vai ser feito com toda essa
obra depois da copa. E quem vai fazer toda a manutenção da cobertura especial
do estádio, e qual vai ser o retorno deste investimento, uma vez que os
campeonatos regionais não geram rendas suficiente para a manutenção do mesmo.
É uma noticia? Sim!
Por: Larissa Fernanda e Clara Maria
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Resumo: Ideia geral da Teoria Geral dos Vínculos
Por Leonardo Farias
Quando falamos
sobre percepção e comunicação interpessoal, falamos também sobre como
avaliamos, em primeiro lugar, a nós mesmos e, em segundo lugar, as outras
pessoas e quais os resultados dessa avaliação. A percepção, na verdade, diz
mais respeito à comunicação porque ela afeta o que vamos dizer e como vamos
dizer.
A ideia da percepção está muito ligada à ideia do
feedback. É através das mensagens do feedback que percebemos o que e como
estamos falando com outras pessoas. Devemos notar, ainda, que os signos
não-verbais são muito importantes para nossa percepção a respeito dos outros.
Em cada caso devemos olhar os signos, seu significado e suas consequências.
Percebemos as pessoas após o início de uma conversação. E, nessa oportunidade,
podemos também perceber e observar a nós mesmos.
A maneira como nós
vemos vai afetar, e muito, a comunicação. Há dois aspectos através dos quais
percebemos a nós mesmos: a auto-imagem e a auto-estima.
A auto-imagem é
aquilo que nós pensamos que somos. Isto sempre contém uma mistura de otimismo e
pessimismo. Essa auto-imagem inclui uma noção do nosso próprio físico e também
de nossa personalidade. Naturalmente, não nos vemos como os outros nos veem.
Mas, as atitudes dos outros a nosso respeito afetam a nossa auto-imagem.
Estima é uma boa ou
má opinião sobre algo, no caso, sobre nós mesmos. A imagem que temos de nossa
pessoa constitui a estima que, por sua vez, afeta a nossa auto-imagem. Olhando
para nós mesmos com mais objetividade, podemos concluir que é possível melhorar
nossa auto-estima e, consequentemente, melhorar o uso da comunicação.
Podemos avaliar os outros olhando e ouvindo. Nossos
julgamentos são mais sobre o que os outros estão pensando e sentindo e são
baseados em seus papéis não-verbais. Formamos uma opinião do estado emocional
de cada um e a cada momento. E percebemos isso. É algo importante, porque afeta
a maneira como vamos falar com essa pessoa.
A presunção não é
apenas uma avaliação objetiva dos outros através de signos, mas é algo, também,
com que visamos colocar as pessoas em determinadas categorias.
Nossa tendência é
tomar uma ou duas características da pessoa e, com elas, efetuar a nossa
avaliação e julgamento. Isto é chamado de “efeito auréola”, ou seja, uma
espécie de primeira impressão em torno da pessoa. Nem sempre é possível
conhecer uma pessoa pelas primeiras impressões.
Cap. 2 – PLT – Mais do que palavras: Uma
introdução à teoria da comunicação, Richard Dimbleby e Graeme Burton, Summus
editorial, p. 82-p. 103
Resumo: Considerações básicas sobre Semiótica
Por Leonardo Farias
A comunicação não é estática. Quando estamos mantemos uma
conversação está em andamento uma contínua troca. Logo, quando falamos sobre o
processo da comunicação, estamos falando sobre esse desenvolvimento ativo. A
comunicação é um processo.
Todo ato da
comunicação acontece num determinado contexto. Pode ser o contexto físico ou
pode ser o contexto social. Portanto, a comunicação é um processo e esse
processo pode ser dividido em partes, o que nos ajuda a ver o que está
acontecendo, como e por quê.
Uma ideia
fundamental é a de que, quando nos comunicamos, estamos trocando mensagens.
Enviamos e recebemos mensagens. A ideia da mensagem, em seu sentido mais amplo,
é cobrir uma ampla gama de formas de comunicação e meios. Quando recebemos uma
mensagem somos envolvidos no processo, justamente como acontece quando enviamos
nossa mensagem.
As formas e meios
de comunicação trazem mensagensque permitem compartilhar pensamentos,
sentimentos, opiniões, informações e experiências com outros. A comunicação,
especialmente em nossa convivência diária com os outros, não se realiza apenas
sobre fatos. Ela é também, sobre atitudes, emoções e crenças.
A comunicação
engloba tudo que tenha, implicitamente, um significado no transmitir ou
receber. Quando você fala algo, está produzindo signos. Um signo somente pode
ser algo para nós se podemos compreendê-lo. Um signo adquire significado de
acordo com os outros signos que o cercam.
Quando nos
comunicamos através de signos utilizamos códigos. O código é um sistema para a
utilização de signos. As formas e códigos de comunicação são ligados por certas
“regras” que se conhecem quando são utilizadas. Estas são chamadas de
convenções. Esse ponto de vista considera que a comunicação é uma espécie de comportamento. Isto sugere que nos comunicamos também tendo como objetivo modificar o comportamento dos outros. Pode-se dizer que tudo que nós aprendemos, todo o arcevo de informação que adquirimos, muda nosso compotamento. Ninguém pretende, objetivamente, mudar as atitudes ou comportamento dessas pessoas. Mas isto termina acontecendo devido à acumulação de mesnsagens. Portanto, origem e destino constituem o ponto básico da comunicação, pois na verdade ela sempre começa em alguém e termina em alguém. O novo termo é feedback, que diz, que a comunicação frequentemente tem duas mãos: há uma resposta a cada mensagem enviada. E isto serve para ajustar nossa conversação de acordo com o feedback que recebemos da outra pessoa. O canal que conduz o feedback pode não ser falado. Pode ser não-verbal.
Cap. 1 – PLT – Mais
do que palavras: Uma introdução à teoria da comunicação, Richard Dimbleby e
Graeme Burton, Summus editorial, p. 33-p. 51
domingo, 7 de abril de 2013
por Sandy Glenda
INTRODUÇÃO
Falar de Caco Barcelos
é falar diretamente de jornalismo investigativo. Durante a ditadura militar,
trabalhou em veículos de imprensa alternativa. Passou pelas revistas Repórter,
IstoÉ e Veja. Já cobriu guerras, catástrofes naturais, guerrilhas e se dedicou
a grandes reportagens investigativas. Na Globo, trabalhou como repórter do
Jornal Nacional, do Fantástico e do Globo Repórter. E, agora, está à frente do
Profissão Repórter, Caco Barcelos comanda os jornalistas, a frente e atrás das
câmeras, ou seja, nos bastidores da informação.
Investigação
Jornalística
- Caco Barcellos
A
investigação jornalística se faz com o repórter ativo, que investiga antes que
a informação se torne pública. Que ouve os envolvidos e, a partir das declarações,
começa a investigar, confrontar a declaração com os fatos que apurou.
Caco Barcellos traz em seu trabalho
a marca da luta em defesa dos Direitos Humanos, o reconhecimento por conta
disso e da constante reflexão que faz sobre o papel dos jornalistas na rotina
das pessoas.
O jornalista destaca situações de
amplo confronto nas cidades, onde a classe social influi sobre a atitude tomada
pela política de Segurança Pública. O que deveria ser denunciado pelos jornalistas,
mas segundo seus registros na cobertura de assuntos policiais a imprensa também
dá tratamento diferenciado às pessoas pelo critério de sua condição social.
Barcellos coloca-se como um
profissional incomodado com a realidade da imprensa e busca não apenas ouvir a
versão oficial dos fatos, mas um pluralismo maior de pessoas e histórias, o contexto, as nuances, o olhar da vítima e não apenas apontar
o dedo para quem cometeu aquele dano.
Em sua jornada já se
enfiou nas entranhas da guerra que assusta ricos e pobres do Brasil. Conheceu
os porões de delegacias e bocas de fumo, promotores e traficantes, pacifistas e
matadores. Jura ser avesso ao risco e só não teme uma bala vingativa porque
trata com respeito e imparcialidade seus alvos.
Algumas vezes estabelece a
utilização de identidade falsa para misturar-se entre os envolvidos na
investigação para apurar dados como uma prática, e usa de um discurso que
coloca a situação da investigação como complexa, ele dispensando maiores
esclarecimentos sobre o uso deste recurso.
-
Caco Barcellos e Profissão Repórter
O Profissão repórter é um programa que ele mesmo
idealizou, em que chefia e apresenta uma jovem equipe de repórteres de TV. Com
a inabalável fé na capacidade transformadora da informação, a mesma que,
segundo ele, também alimenta a onipresente paranoia urbana.
A ideia de fazer o Profissão Repórter surgiu do seu constante envolvimento
com outras histórias e da preocupação em ouvir todos os lados, fazer algo
equilibrado. Dessa forma pensou em fazer reportagens em grupos, sobre o mesmo
tema, com ângulos diferentes, de forma simultânea, deixando mais completa e
permitindo uma narrativa mais rápida.
A seleção de jovens
recém formados, deve-se ao objetivo do programa em servir como uma espécie de “treinamento”
para os jornalistas, desafiando-os a superar obstáculos. Na condução do
desafio, o jornalista Caco Barcellos orienta os participantes ensinando-lhes a lidar
com as dificuldades da profissão. Cada reportagem representa um novo desafio a
ser vencido.
- Profissão Repórter
O programa Profissão
Repórter exibido pela Rede Globo se apresenta como um produto “híbrido” do
jornalismo investigativo por reunir características de diferentes gêneros. Dentro
da perspectiva de trabalhar a informação de forma mais aprofundada, o quadro
Profissão Repórter idealizado pelo jornalista Caco Barcellos é composta por uma
equipe de jovens jornalistas. Os métodos e práticas utilizadas pelos
profissionais se diferenciam da cobertura padrão do telejornalismo. Além de
informar o telespectador, o programa mostra todo o processo de produção da
reportagem desde a apuração até a edição, apresentando assim todas as dificuldades
envolvidas no trabalho dos repórteres.
Caco Barcellos e a equipe de jovens
repórteres vão às ruas para mostrar diferentes ângulos do mesmo fato, da mesma notícia.
A linha de atuação da equipe é o levantamento e a checagem de informações
relevantes e que contribuam para esclarecer situações que não tiveram desfecho
ou são desconhecidas pelo público, embora de interesse da sociedade. Nas narrativas, elementos do cotidiano dos personagens são
revelados. O jornalismo investigativo está presente na sua preocupação em
trazer uma reportagem mais aprofundada e detalhada dos fatos. O programa
investe tempo e dinheiro na produção de suas reportagens, deslocando sua equipe
para qualquer lugar a fim de trazer a informação.
Apesar de explorar a
subjetividade do repórter o programa consegue manter a imparcialidade,
princípio básico do jornalismo, ouvindo sempre todos os lados da notícia e não
se posicionando nem a favor nem contra. Ele simplesmente funciona como um
mediador entre a notícia e o público, reportando os acontecimentos.
CONSIDERAÇÕES
Caco Barcellos e
Profissão Repórter estão diretamente ligados, pois o programa é uma ideia que
surgiu dele. A intenção de Barcelos é mostrar os diferentes ângulos da notícia
com a ajuda de seus repórteres, ele é quem conduz o programa diretamente das ruas,
onde a notícia acontece.
O estilo adotado pelo
programa chama a atenção se comparado a outros de seu gênero. Profissão
Repórter incorpora uma informalidade visível tanto em sua estética como em seu
conteúdo, sem comprometer a credibilidade da informação reportada, mas aproximando
público dos produtores de conteúdo.
A postura mais liberal do programa permite
o aparecimento da subjetividade do repórter, dando vazão para um comportamento mais
humano, mais próximo do telespectador. A subjetividade não é vista como um
problema, mas sim como parte da própria ideologia do programa.
Arte Românica e Arte Gótica
por Sandy Glenda
A arte europeia foi marcada por uma forte influência da Igreja Católica durante a Idade Média. Atuando ela nos aspectos sociais, econômicos, políticos, religiosos e culturais da sociedade. Tendo a arte medieval forte marca temática da religião. Pinturas, esculturas, livros, construções e outras manifestações artísticas eram supervisionados e influenciadas pelo clero católico.
Num primeiro momento, no tempo da Alta Idade Média, denominou-se a expressão artística daquela época de estilo românico, num período posterior, durante a Baixa Idade Média, foi chamado de estilo gótico. O cristianismo oriental, por sua vez, cuja capital espiritual era Constantinopla (Bizâncio), e que somente sucumbiu mil anos depois da queda de Roma, manteve uma identidade estética própria, conhecida como Estilo Bizantino, que muito influenciou a arte medieval ocidental.
A arte românica foi a arte cristã do Ocidente europeu desenvolvida entre os séculos XI e XII. Ela marcou a ruptura com o período clássico da Era Greco-Romana e serviu como ponte para o estilo seguinte, quando então evoluiu para formas arquitetônicas ditas góticas ou ogivais. Na arquitetura, principalmente de mosteiros e basílicas, prevaleceu o uso dos arcos de volta-perfeita e abóbadas (influências da arte romana). Os castelos seguiram um estilo voltado para o aspecto de defesa. As paredes eram grossas e existiam poucas e pequenas janelas. Tanto as igrejas como os castelos passavam uma ideia de construções “pesadas”, voltadas para a defesa. As igrejas deveriam ser fortes e resistentes para barrarem a entrada das “forças do mal”, enquanto os castelos deveriam proteger as pessoas dos ataques inimigos durante as guerras.
Com relação às esculturas e pinturas destaca-se o caráter didático-religioso. Numa época em que poucos sabiam ler, a Igreja utilizou as esculturas, vitrais e pinturas, principalmente dentro das igrejas e catedrais, para ensinar os princípios da religião católica. Os temas mais abordados foram a vida de Jesus e dos santos, passagens da Bíblia e outros temas cristãos.
A arte gótica originou-se de uma denominação utilizada pelos refinados artistas renascentistas para designar genericamente um estilo artístico que achavam mau gosto, exótico, carregado de apelos decorativos e pelo exagero da altura das suas torres. O gótico, igualmente como o romântico, caracterizou-se predominantemente por ser um estilo grandioso de construções religiosas, foi a arte por excelência das magníficas catedrais europeias.
O gótico, originalmente, foi um estilo marcadamente francês. Do território da França atravessou o Reno penetrando na Alemanha. Todavia bem menos influenciou a arquitetura italiana que ainda mantinha seu apego ao antigo estilo clássico(a exceção foi a arquitetura lombarda, mais sujeita por razões geográficas às influencias transalpinas, como se verificou na construção da catedral de Milão).
A Divisão da arte gótica: expressa-se, sobretudo, na arquitetura, a qual determina as demais artes; sendo que a pintura e a escultura (como no período romântico) são apenas complementos decorativos.
O estilo gótico divide-se em quatro períodos:
I Período: século XII (1100-1200) chamado período de transição ou gótico primitivo. Ainda pouco elevado, o arco ogival ou quebrado é usado juntamente com o arco romântico. Ensaia-se o vertical procurando romper-se, ainda que com hesitação, com o horizontal do estilo românico. As fachadas das igrejas e das catedrais passam a ser enriquecidas com esculturas decorativas.
II Período: século XIII (1200-1300) chamado gótico lanceolado. O arco ogival torna-se bastante elevado, sendo formado por um triângulo agudo. Acentua-se o vertical com o aperfeiçoamento e o uso constante da divisão da abóbada. Generaliza-se o uso do vitral (o cinema do crente daquela época) e as fachadas assumem maior decorativismo e suntuosidade. É a época da construção das grandes catedrais que surgem por toda a Europa, tais como a Notre Damme de Paris, a Catedral de Chartres e a Catedral de Milão.
III Período: século XIV (1300-1400) chama-se gótico irradiante. O arco ogival perde a sua agudeza e passa a ser formado por um triângulo equilátero. Suas nervuras decorativas constituem-se de elementos circulares. Atenua-se ligeiramente o vertical. As fachadas continuam recebendo suntuosa decoração.
IV Período: século XV (1400-1500) chama-se gótico flamejante ou "flamboyant". O Arco ogival é agora formado por um triângulo obtuso, tornando-se ainda menos agudo, tendendo ao horizontal. As nervuras decorativas no interior dos arcos, das janelas, e portais, pela posição das curvas e contracurvas, surgem labaredas. Atenua-se acentuadamente o vertical. Fachadas profusamente decoradas.
A pintura da Europa Medieval sofreu influência direta da pintura bizantina, sendo integralmente religiosa. Caracterizou-se pela geometria, pelo estatismo e pelo abandono da perspectiva e da proporção, tão comuns à arte clássica antiga. As figuras eram apresentadas em rígida posição hierárquica, retrato vivo de uma época que pretendia se eternizar. A imagem do papa ou do imperador do Santo Império sempre era apresentada numa escala bem maior do que o restante dos integrantes da cúria ou da corte. Com relação às esculturas góticas, o realismo prevaleceu. Os escultores buscavam dar um aspecto real e humano às figuras retratadas (anjos, santos e personagens bíblicos).
Coube ao Renascimento, com sua revalorização do estilo clássico greco-romano, terminar por sepultar o Gótico de uma vez por todas. Houve ainda, em pleno século XIX, por força do gosto romântico, em meio à expansão da industrialização, um pequeno surto de construções no estilo gótico na Grã-Bretanha, chamado de neogótico ou de Gótico Vitoriano, ocasião em que se projetou e construiu o prédio do Parlamento inglês, situado à beira do rio Tamisa.
Durante muito tempo, particularmente na época do Iluminismo, identificou-se o gótico como um estilo que lembrava uma época histórica dominada pelo fanatismo religioso e pela superstição, cenário tão bem retratado por Victor Hugo (na novela "Nossa Senhora de Paris").
Com o passar dos tempos, especialmente em época mais recente, houve uma revalorização do gótico, uma admiração pela sua concepção grandiosa da arquitetura e pelo seu esforço decorativo, aparecendo ao homem contemporâneo como um estilo-testemunho, uma marca impressionante da história da cultura ocidental.
A arte europeia foi marcada por uma forte influência da Igreja Católica durante a Idade Média. Atuando ela nos aspectos sociais, econômicos, políticos, religiosos e culturais da sociedade. Tendo a arte medieval forte marca temática da religião. Pinturas, esculturas, livros, construções e outras manifestações artísticas eram supervisionados e influenciadas pelo clero católico.
Num primeiro momento, no tempo da Alta Idade Média, denominou-se a expressão artística daquela época de estilo românico, num período posterior, durante a Baixa Idade Média, foi chamado de estilo gótico. O cristianismo oriental, por sua vez, cuja capital espiritual era Constantinopla (Bizâncio), e que somente sucumbiu mil anos depois da queda de Roma, manteve uma identidade estética própria, conhecida como Estilo Bizantino, que muito influenciou a arte medieval ocidental.
A arte românica foi a arte cristã do Ocidente europeu desenvolvida entre os séculos XI e XII. Ela marcou a ruptura com o período clássico da Era Greco-Romana e serviu como ponte para o estilo seguinte, quando então evoluiu para formas arquitetônicas ditas góticas ou ogivais. Na arquitetura, principalmente de mosteiros e basílicas, prevaleceu o uso dos arcos de volta-perfeita e abóbadas (influências da arte romana). Os castelos seguiram um estilo voltado para o aspecto de defesa. As paredes eram grossas e existiam poucas e pequenas janelas. Tanto as igrejas como os castelos passavam uma ideia de construções “pesadas”, voltadas para a defesa. As igrejas deveriam ser fortes e resistentes para barrarem a entrada das “forças do mal”, enquanto os castelos deveriam proteger as pessoas dos ataques inimigos durante as guerras.
Com relação às esculturas e pinturas destaca-se o caráter didático-religioso. Numa época em que poucos sabiam ler, a Igreja utilizou as esculturas, vitrais e pinturas, principalmente dentro das igrejas e catedrais, para ensinar os princípios da religião católica. Os temas mais abordados foram a vida de Jesus e dos santos, passagens da Bíblia e outros temas cristãos.
A arte gótica originou-se de uma denominação utilizada pelos refinados artistas renascentistas para designar genericamente um estilo artístico que achavam mau gosto, exótico, carregado de apelos decorativos e pelo exagero da altura das suas torres. O gótico, igualmente como o romântico, caracterizou-se predominantemente por ser um estilo grandioso de construções religiosas, foi a arte por excelência das magníficas catedrais europeias.
O gótico, originalmente, foi um estilo marcadamente francês. Do território da França atravessou o Reno penetrando na Alemanha. Todavia bem menos influenciou a arquitetura italiana que ainda mantinha seu apego ao antigo estilo clássico(a exceção foi a arquitetura lombarda, mais sujeita por razões geográficas às influencias transalpinas, como se verificou na construção da catedral de Milão).
A Divisão da arte gótica: expressa-se, sobretudo, na arquitetura, a qual determina as demais artes; sendo que a pintura e a escultura (como no período romântico) são apenas complementos decorativos.
O estilo gótico divide-se em quatro períodos:
I Período: século XII (1100-1200) chamado período de transição ou gótico primitivo. Ainda pouco elevado, o arco ogival ou quebrado é usado juntamente com o arco romântico. Ensaia-se o vertical procurando romper-se, ainda que com hesitação, com o horizontal do estilo românico. As fachadas das igrejas e das catedrais passam a ser enriquecidas com esculturas decorativas.
II Período: século XIII (1200-1300) chamado gótico lanceolado. O arco ogival torna-se bastante elevado, sendo formado por um triângulo agudo. Acentua-se o vertical com o aperfeiçoamento e o uso constante da divisão da abóbada. Generaliza-se o uso do vitral (o cinema do crente daquela época) e as fachadas assumem maior decorativismo e suntuosidade. É a época da construção das grandes catedrais que surgem por toda a Europa, tais como a Notre Damme de Paris, a Catedral de Chartres e a Catedral de Milão.
III Período: século XIV (1300-1400) chama-se gótico irradiante. O arco ogival perde a sua agudeza e passa a ser formado por um triângulo equilátero. Suas nervuras decorativas constituem-se de elementos circulares. Atenua-se ligeiramente o vertical. As fachadas continuam recebendo suntuosa decoração.
IV Período: século XV (1400-1500) chama-se gótico flamejante ou "flamboyant". O Arco ogival é agora formado por um triângulo obtuso, tornando-se ainda menos agudo, tendendo ao horizontal. As nervuras decorativas no interior dos arcos, das janelas, e portais, pela posição das curvas e contracurvas, surgem labaredas. Atenua-se acentuadamente o vertical. Fachadas profusamente decoradas.
A pintura da Europa Medieval sofreu influência direta da pintura bizantina, sendo integralmente religiosa. Caracterizou-se pela geometria, pelo estatismo e pelo abandono da perspectiva e da proporção, tão comuns à arte clássica antiga. As figuras eram apresentadas em rígida posição hierárquica, retrato vivo de uma época que pretendia se eternizar. A imagem do papa ou do imperador do Santo Império sempre era apresentada numa escala bem maior do que o restante dos integrantes da cúria ou da corte. Com relação às esculturas góticas, o realismo prevaleceu. Os escultores buscavam dar um aspecto real e humano às figuras retratadas (anjos, santos e personagens bíblicos).
Coube ao Renascimento, com sua revalorização do estilo clássico greco-romano, terminar por sepultar o Gótico de uma vez por todas. Houve ainda, em pleno século XIX, por força do gosto romântico, em meio à expansão da industrialização, um pequeno surto de construções no estilo gótico na Grã-Bretanha, chamado de neogótico ou de Gótico Vitoriano, ocasião em que se projetou e construiu o prédio do Parlamento inglês, situado à beira do rio Tamisa.
Durante muito tempo, particularmente na época do Iluminismo, identificou-se o gótico como um estilo que lembrava uma época histórica dominada pelo fanatismo religioso e pela superstição, cenário tão bem retratado por Victor Hugo (na novela "Nossa Senhora de Paris").
Com o passar dos tempos, especialmente em época mais recente, houve uma revalorização do gótico, uma admiração pela sua concepção grandiosa da arquitetura e pelo seu esforço decorativo, aparecendo ao homem contemporâneo como um estilo-testemunho, uma marca impressionante da história da cultura ocidental.
Arquitetura Grega
por Sandy Glenda
A arquitetura grega teve como mérito essencial o ter justificado e encorajado a escultura, dado que o escultor tinha como principal função ornamentar as grandes obras arquiteturais. Estas, mesmo no século V, confinavam-se aos edifícios públicos, especialmente aos templos, vistos que as residências particulares conservam até a época helenística a mesma configuração sóbria e modesta.
Na construção de templos e edifícios públicos, os arquitetos gregos não usavam material aglutinante, eram normalmente construídos em blocos de pedra, perfeitamente talhados e encaixados, sem qualquer tipo de argamassa, estabilizando-se estruturalmente através da perfeita distribuição de seus pesos para unir as pedras de que se faziam as colunas, estas eram apenas superpostas, mas apesar dos poucos meios disponíveis para o corte e polimento, encaixavam-se perfeitamente.
A arquitetura grega tem no templo sua expressão maior e na coluna sua peculiaridade. A coluna marca a proporção e o estilo dos templos. As coberturas dos templos eram sempre em duas águas, com estrutura de madeira e talhamento de barro. De início, os gregos conheceram dois tipos de ordem (estilo) de colunas, a dórica e a jônica, e mais tarde acrescentaram a coríntia, derivada da jônica, com o capitel dotado de folhas de acanto. Na arquitetura do período geométrico, entre os anos 900 e 725 a.C., as casas são de plano irregular e os templos têm planta ora longa e estreita, ora quase quadrada, com uma coluna central (ou fila central de colunas) como arrimo.
A arquitetura clássica grega influenciou toda a arquitetura ocidental através dos séculos. Ela não se limita a templos, no período clássico, as cidades buscavam enobrecer seus aspectos construindo edifícios, grandes pórticos e sedes, através desta grande produção do século IV a.C. se destaca o teatro. Devido a crise da polis, as construções se tornam mais individuais, se antes os empenhos arquitetônicos eram concentrados em edifícios públicos, a partir de então, projetos privados ganharão novos caminhos, como por exemplo, a casa.
As características formais e estéticas da arquitetura grega são identificadas por três ordens distintas, a dórica, a jônica e a coríntia.
· Ordem Dórica
A ordem dórica é a mais antiga, supostamente definida em suas características principais entre 600 e 550 a.C., época dos mais antigos vestígios de templos gregos conhecidos, como o templo de Artemisa, em Corfu. O termo "dórico" é relativo aos dórios, povo que ocupou a Grécia Peninsular, a península de Peloponeso, a partir de 1.200 a.C., onde se originou esta ordem.
A fachada de um templo dórico era dividida em três etapas fundamentais: a plataforma ou envasamento, as colunas e o entablamento. A plataforma era escalonada em degraus, o estereóbato (a infra-estrutura) e o estilóbato (piso onde nascem as colunas). As colunas eram divididas em: fuste, volume cilíndrico estriado (caneluras), assentado diretamente sobre a plataforma, com altura máxima equivalente a cinco vezes e meia o diâmetro, e capitel, a cabeça da coluna, formada pelo équino, também conhecido como coxim, e por uma peça quadrada que recebia a carga superior, o ábaco. O entablamento, por sua vez, era constituído por três partes: a arquitrave, viga monolítica de pedra que ligava uma coluna à outra e distribuía as cargas da cobertura pelas colunas; o friso, faixa decorativa formada por tríglifos e métopas; e cornija, que configurava a cobertura propriamente dita, formada por triângulos, os chamados frontões, nas fachadas principal e posterior, e por faixas horizontais salientes nas fachadas laterais do templo.
Nas colunas dóricas introduziu-se o conceito de entasis, que era a redução gradual da seção, a medida em se subia em altura. A entasis era utilizada para compensar o efeito visual de concavidade, apresentado pelas colunas de seção uniforme.
· Ordem Jônica
Posterior à ordem dórica, a ordem jônica desenvolveu-se a partir do século V a.C. na região ocupada pelo jônios a partir de 1.700 a.C., a região de Atenas, banhada pelo mar Egeu, fortemente influenciada pela então Grécia asiática, atualmente compreendida pela Turquia. Os melhores exemplos da arquitetura jônica estão nos templos da Acrópole de Atenas.
Na ordem jônica é marcante a influência oriental, com a adoção de motivos orgânicos, notadamente o capitel das colunas. Há uma hipótese de que a coluna jônica tenha sido "importada" da arquitetura dos templos egípcios, esta fortemente adornada por motivos vegetais, como palmeiras, videiras e papiros.
A divisão fundamental da fachada de um templo jônico era a mesma de um templo dórico. As diferenças davam-se nos detalhes de cada componente e inclusão de elementos novos ou exclusão de outros. A plataforma, também escalonada, diferenciava-se pelo estereóbato e estilóbato dotados de frisos rebaixados inferiores. As colunas, mais detalhadas que as dóricas e com menor grau de entasis, acrescentavam um elemento novo, a base, chamada de plinto, formada por um corpo convexo e um côncavo, que dava apoio a um fuste mais delgado, com altura equivalente a nove vezes o diâmetro, também estriado, mas com um número maior de caneluras; o capitel introduz também uma novidade entre o coxim e o ábaco, as volutas, elementos nitidamente decorativos de inspiração orgânica (vegetais, segundo alguns, ou os penteados das mulheres gregas, segundo outros). No entablamento, a arquitrave, que tinha as mesmas funções da ordem dórica, era dotada de estrias horizontais, dividindo este elemento em três faixas; o friso não dispunha de tríglifos e métopas, mas era normalmente decorado com figuras humanas e de deuses em baixo relevo; já a cornija, não guardava diferenças significativas das cornijas dóricas.
Dentro da ordem jônica, existiu uma variante no desenho das colunas, as chamadas cariátides, que eram colunas em forma de mulheres, em homenagem às jovens da região de Cária, na Grécia asiática, que foram escravizadas como parte de um acordo feito com os Persas. O templo de Erecteion, de estilo jônico, apresenta uma tribuna anexa sustentada por cariátides.
· · Ordem Coríntia
A ordem coríntia é uma evolução da ordem jônica, no sentido de uma maior valorização da ornamentação, tendência marcante entre o final do século V e o início do século IV a.C. O nome é relativo à Corinto, cidade rival econômica e cultural de Atenas, caracterizada pelo luxo e pelo alto padrão de vida de seus habitantes.
A diferença mais marcante da ordem coríntia para a jônica é o capitel das colunas, muito mais elaborado. Tinha a forma básica de um sino invertido, adornado por folhas e brotos de acanto, uma planta da região. Outra diferença, embora não tão marcante, era a altura das colunas, que correspondia a onze vezes o diâmetro, enquanto que as jônicas tinham altura de nove vezes o diâmetro.
Os romanos, sempre em busca de luxo e ostentação, foram os grandes divulgadores da ordem coríntia, adotando-a praticamente como padrão em suas obras.
Estes estilos fazem parte dos templos que foram erguidos. O esplendor das construções e das ordens clássicas no século V a.C. O Partenon, realizado por Ictino e Calicrates, sob a direção de Fídias, totalmente em mármore, é a mais grandiosa expressão do templo em estilo dórico. Já a delicadeza jônica tem sua expressão máxima no templo de Atena Niké.
Plantas dos Templos
A despeito da variedade apresentada pelas formas e proporções das colunas e dos elementos decorativos, a arquitetura dos templos gregos utilizava plantas praticamente padronizadas, com pequenas variações. Um templo típico grego era composto por: espaço central destinado à imagem do deus ou deusa, chamado "cella" ou "naos"; um espaço de transição, chamado "pronaos", cujo acesso era definido por duas colunas centrais ladeadas por pilastras, as "antae", que formavam o pórtico de entrada; passagens laterais, chamadas "pteromas"; e colunata perimetral externa, chamada "peristilo", assentada sobre o piso final, o "estilóbato". Em alguns casos, por questões de simetria, um espaço igual ao pronaos era repetido na área posterior à cella, embora sem acesso a ela. No período jônico, os templos maiores chegavam a ter peristilo duplo.
Referências:
MOTA, Álcio Lopes. Ordens Arquitetônicas Clássicas Gregas. Cimento e Areia, Mai. 2003. < http://www.cimentoeareia.com.br/ > acesso em: 26 mar. 2013.
ESMERIS, Sabrina; SANTOS, Walesca Timmen. Arte Grega- Arquitetura. História da Arte, 24 ago. 2009. < http://historiadaarte2009.blogspot.com.br/ > acesso em: 26 mar. 2013.
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