Por Leonardo Farias
Quando falamos
sobre percepção e comunicação interpessoal, falamos também sobre como
avaliamos, em primeiro lugar, a nós mesmos e, em segundo lugar, as outras
pessoas e quais os resultados dessa avaliação. A percepção, na verdade, diz
mais respeito à comunicação porque ela afeta o que vamos dizer e como vamos
dizer.
A ideia da percepção está muito ligada à ideia do
feedback. É através das mensagens do feedback que percebemos o que e como
estamos falando com outras pessoas. Devemos notar, ainda, que os signos
não-verbais são muito importantes para nossa percepção a respeito dos outros.
Em cada caso devemos olhar os signos, seu significado e suas consequências.
Percebemos as pessoas após o início de uma conversação. E, nessa oportunidade,
podemos também perceber e observar a nós mesmos.
A maneira como nós
vemos vai afetar, e muito, a comunicação. Há dois aspectos através dos quais
percebemos a nós mesmos: a auto-imagem e a auto-estima.
A auto-imagem é
aquilo que nós pensamos que somos. Isto sempre contém uma mistura de otimismo e
pessimismo. Essa auto-imagem inclui uma noção do nosso próprio físico e também
de nossa personalidade. Naturalmente, não nos vemos como os outros nos veem.
Mas, as atitudes dos outros a nosso respeito afetam a nossa auto-imagem.
Estima é uma boa ou
má opinião sobre algo, no caso, sobre nós mesmos. A imagem que temos de nossa
pessoa constitui a estima que, por sua vez, afeta a nossa auto-imagem. Olhando
para nós mesmos com mais objetividade, podemos concluir que é possível melhorar
nossa auto-estima e, consequentemente, melhorar o uso da comunicação.
Podemos avaliar os outros olhando e ouvindo. Nossos
julgamentos são mais sobre o que os outros estão pensando e sentindo e são
baseados em seus papéis não-verbais. Formamos uma opinião do estado emocional
de cada um e a cada momento. E percebemos isso. É algo importante, porque afeta
a maneira como vamos falar com essa pessoa.
A presunção não é
apenas uma avaliação objetiva dos outros através de signos, mas é algo, também,
com que visamos colocar as pessoas em determinadas categorias.
Nossa tendência é
tomar uma ou duas características da pessoa e, com elas, efetuar a nossa
avaliação e julgamento. Isto é chamado de “efeito auréola”, ou seja, uma
espécie de primeira impressão em torno da pessoa. Nem sempre é possível
conhecer uma pessoa pelas primeiras impressões.
Cap. 2 – PLT – Mais do que palavras: Uma
introdução à teoria da comunicação, Richard Dimbleby e Graeme Burton, Summus
editorial, p. 82-p. 103
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