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quarta-feira, 22 de maio de 2013


INTRODUÇÃO AO JORNALISMO
Importante saber
por Sandy Glenda
O que vira notícia?
Vira notícia uma situação nova ou atípica, ocorrida no seio de uma comunidade ou determinado âmbito específico, que mereça ser alvo de divulgação.                      Notícias têm valor jornalístico apenas quando acabaram de acontecer, ou quando não foram noticiadas previamente por nenhum veículo. A "arte" do Jornalismo é escolher os assuntos que mais interessam ao público e apresentá-los de modo atraente. Nem todo texto jornalístico é noticioso, mas toda notícia é potencialmente objeto de apuração jornalística.
Por que vira notícia?
Um acontecimento vira notícia para transmitir algum dado ou evento socialmente relevante que merece publicação numa mídia. Fatos políticos, sociais, econômicos, culturais, naturais e outros podem ser notícia se afetarem indivíduos ou grupos significativos para um determinado veículo de imprensa. Geralmente, a notícia tem conotação negativa, justamente por ser excepcional, anormal ou de grande impacto social, como acidentes, tragédias, guerras e golpes de estado.
Critérios de Noticiabilidade
Novidade: A notícia deve conter informações novas, e não repetir as já conhecidas.
Proximidade: Quanto mais próximo do leitor for o local do evento, mais interesse a notícia gera, porque implica mais diretamente na vida do leitor.
Tamanho: Tanto o que for muito grande quanto o que for muito pequeno atrai a atenção do público.
Relevância: Notícia deve ser importante, ou, pelo menos, significativa. Acontecimentos banais, corriqueiros, geralmente não interessam ao público.
Significado: Este critério está relacionado com a proximidade geográfica e cultural que a ocorrência possa ou não ter para o leitor. Notícias sobre acontecimentos, pessoas e interesses mais próximos do leitor terão um maior significado para ele.
Caráter inesperado: Um evento totalmente inesperado terá mais impacto do que um evento agendado e previsto. Como o jornalista Charles Anderson Dana escreveu: "Se um cão mordeu um homem, isso não é notícia. Mas se um homem morder um cão, isso é notícia!".
Clareza: Eventos cujas implicações sejam claras vendem mais jornais do que aquelas que estão abertas a mais do que uma interpretação, ou cujo entendimento exija conhecimentos acerca dos antecedentes ou contexto desse mesmo evento.
Amplitude: Quanto maior o número de pessoas envolvidas maior a probabilidade de o acontecimento ser noticiado. Mas há que contar com o fator da proximidade ou o princípio do morto-quilômetro: 300 mortos em Mogadíscio valem menos do que 10 mortos nos arredores de Lisboa (exemplo adaptado à realidade portuguesa).
Negatividade: As más notícias vendem mais do que boas notícias. Além disso, são mais fáceis de noticiar do que boas notícias. Entre as más notícias há uma certa hierarquia na preferência do leitor, telespectador, ouvinte ou internauta. O noticiário envolvendo morte tem grande impacto junto à audiência. As mortes por assassinato são as que mais comovem e, consequentemente, atraem o público. Depois vêm as notícias de mortes por atentados, guerras e conflitos diversos, acidentes aéreos, automobilísticos ou por qualquer meio de transporte e as tragédias naturais. A morte de celebridades, trágica ou não, também têm grande poder de atração da audiência por parte dos meios de comunicação.
Frequência: Quanto menor for a duração da ocorrência menor probabilidade terá de ser relatada em notícia. Por exemplo, um terramoto terá mais relevo noticioso do que as medidas tomadas após o mesmo. Acontecimentos de longa duração, como por exemplo, a viagem de satélites pelo espaço tem fraca cobertura. Os acontecimentos rotineiros podem ser noticiados se tiverem interesse para muita gente como os jogos de futebol do fim-de-semana e as reuniões parlamentares, por exemplo. Já o fato rotineiro de os combóios chegarem sempre há horas não tem valor-notícia.
Personalização: As ocorrências que possam ser retratadas como ações de indivíduos atraem um maior interesse humano pela história relatada pelo jornalista.
Referência a países de elite: Notícias relacionadas com países mais poderosos têm maior destaque do que notícias relativas a países de menor expressão política e econômica.
Referência a pessoas que integram a elite: Histórias acerca de pessoas ricas, poderosas, influentes e famosas recebem uma maior cobertura noticiosa.
Consonância: Segundo este critério os jornalistas têm esquemas mentais em que prevêem que determinado acontecimento pode vir a ocorrer. Esta previsão tem a ver com a experiência e rotina do jornalista que escolhe o que é noticiável em consonância com aquilo que tinha antevisto. Assim se uma ocorrência corresponder às expectativas do jornalista terá maiores probabilidades de ser publicada.
Continuidade: Uma vez publicada, a notícia ganha uma certa inércia. Como a história já foi tornada pública existe uma maior clareza acerca da mesma. Isto cria um acompanhamento da notícia até que outras notícias mais importantes em agenda obriguem a deixar cair o assunto.
Composição: O arranjo das notícias por rubricas, seções ou cadernos deve ser equilibrado. Se um acontecimento internacional for importante terá de competir com o valor de outros acontecimentos internacionais para ocupar um determinado espaço na seção dedicada a este tipo de notícias. Assim a importância de uma história não depende apenas do seu valor-notícia, mas também do seu valor face a outras histórias.

Televisão- Telejornalismo é a prática profissional do jornalismo aplicada à televisão. Telejornais são programas que duram entre segundos e horas e divulgam notícias dos mais variados tipos, utilizando imagens, sons e geralmente, narração por um apresentador (chamado de âncora, no jargão profissional).
Rádio- Radiojornalismo é a prática profissional do jornalismo aplicada ao rádio. Radiojornais são programas que duram entre segundos e horas e divulgam notícias dos mais variados tipos, utilizando sons e locução por repórteres e apresentadores (chamados de âncoras, no jargão profissional).
Segundo normas canônicas praticadas no Brasil e em outros países, o texto para radiojornalismo deve ser ainda mais curto e objetivo que o texto jornalístico de mídia impressa e de TV, com vocabulário o mais próximo possível do coloquial. Deve, ainda, utilizar sempre ordem direta (sujeito; verbo; predicado) e ser muito descritivo, para compensar a falta de imagens.                                                                                       
São sete as principais características do rádio, sendo o imediatismo considerado como a transmissão dos fatos no momento em que ocorrem; a instantaneidade como a mensagem que precisa ser recebida no momento da emissão; a interatividade sendo a relação direta com a mensagem durante e após a sua emissão; a mobilidade em que o rádio, por meio do aparato tecnológico, pode ser deslocado facilmente para a emissão e recepção da mensagem; a oralidade que desenvolve o conceito de que o rádio fala e, para receber a mensagem, é apenas necessário ouvir; a penetração que permite ao rádio chegar a diversos lugares, sendo que, ao mesmo tempo, também pode estar presente o regionalismo, que integra o ouvinte por meio das mensagens locais e a sensorialidade que aplica ao rádio a possibilidade de despertar a imaginação por meio da mensagem.
Online- O jornalismo digital representa uma revolução no modelo de produção e distribuição das notícias. O papel (átomos) vai cedendo lugar a impulsos eletrônicos (bits) que podem viajar a grandes velocidades pelas autoestradas da informação. Estes bits podem ser atualizados instantaneamente na tela do computador na forma de textos, gráficos, imagens, animações, áudio e vídeo; recursos multimídia que estão ampliando as possibilidades da mídia impressa.                                                                                    
As características mais interessantes do Jornalismo online são: Instantaneidade; Interatividade; Perenidade (memória, capacidade de armazenamento de informação); Multimediação, programação; Hipertextualidade e Personalização de conteúdo, customização.
Impresso- O Jornal impresso é um meio de comunicação, geralmente um produto derivado do conjunto de atividades denominado jornalismo. Suas características principais são: o uso de "papel de imprensa" - mais barato e de menor qualidade que os utilizados por outros materiais impressos; a linguagem própria - dentro daquilo que se entende por linguagem jornalística; e é um meio de comunicação de massas - um bem cultural que é consumido pelas massas. Os jornais têm conteúdo genérico, pois publicam notícias e opiniões que abrangem os mais diversos interesses sociais. No entanto, há também jornais com conteúdo especializado em economia, negócios ou desporto, entre outros. A periodicidade mais comum dos jornais é a diária, mas existem também aqueles com periodicidade semanal, quinzenal e mensal. O jornal foi o primeiro e, por muito tempo, o principal espaço de atividade profissional do jornalismo.
Revista- Costuma-se dizer que a revista é mais profunda que o jornal e menos profunda que o livro, porque conhece seu leitor.                                                                   
Algumas características do veículo: a variedade – muitos assuntos para fisgar o leitor e passar a sensação de janela do mundo; a especialização – centrada num determinado universo de expectativas, visto que conhece seu leitor; visão de mercado – por conhecer seu público, apresenta um produto de olho nos nichos de mercado; texto – o público é curioso, escolhe a revista, logo, se importa com o texto; imagem – o leitor é seduzido com apelo visual, com o bom fotojornalismo. Texto e imagem, traduzidos em matéria bem escrita e apresentação visual eficiente são as bases da revista.
  
Pirâmide Invertida:

O que é pirâmide invertida?
Redatores geralmente seguem uma técnica para hierarquizar as informações, apresentando-as no texto em ordem decrescente de importância. Esta técnica tem o nome de pirâmide invertida, pois a "base" (lado mais largo, mais importante) fica para cima (início do texto) e o "vértice" (lado mais fino, menos relevante) fica para baixo (fim do texto).
Como funciona a pirâmide invertida?
Geralmente, as redações começam com um parágrafo introdutório que apresenta previamente o assunto e, durante a elaboração dos próximos parágrafos, o assunto vai se aprofundando e as informações mais relevantes são, pouco a pouco, elaboradas e expostas.                                                                                                                        Com o método da pirâmide invertida, ocorre justamente o contrário. As informações cruciais são expostas já nos primeiros três parágrafos e detalhes mais superficiais, ou seja, os complementos concluem o texto.                                                                     
Esse método costuma ser usado por jornalistas do mundo todo para prender a atenção do leitor e dar mais dinâmica aos artigos.
Lead- A primeira parte de uma notícia, geralmente posta em destaque relativo, que fornece ao leitor a informação básica sobre o tema e pretende prender-lhe o interesse. É uma expressão inglesa que significa "guia" ou "o que vem à frente". Na teoria do jornalismo, as seis perguntas básicas do lead devem ser respondidas na elaboração de uma matéria; São elas: "O quê?", "Quem?", "Quando?", "Onde?", "Como?", e "Por quê?". O lead, portanto, deve informar qual é o fato jornalístico noticiado e as principais circunstâncias em que ele ocorre.                                             
Já o lead do texto de reportagem, ou de revista, não tem a necessidade de responder imediatamente às seis perguntas. Sua principal função é oferecer uma prévia, como a descrição de uma imagem, do assunto a ser abordado.                                                    
O lead deve ser mais objetivo, evitando a subjetividade e pautar mais para exatidão, linguagem clara e simples. Isso não significa, porém, que o lead deva ser burocrático. O leitor ganha interesse pela notícia quando o lead é bem elaborado e coerente.
Sublead- Parágrafo que dá sequência ao lead, complementa as informações contidas na abertura da matéria.
Corpo- No corpo da notícia desenvolve-se gradualmente a informação e a contextualiza, é o que traz estrutura à notícia.
Pé- É o fechamento da notícia, a conclusão.
  
Expressões Jornalísticas:
ON- É quando se revela a fonte, ela assume o que fala. Denúncias e acusações sempre devem ser em ON.
OFF- Quando a fonte não é revelada, sendo ela preservada. Isso ocorre quando a fonte não foi autorizada a falar ou por temer pela própria segurança.                                        
O Off deve ser verificado antes da publicação, não existe anonimato quando há ofensa contra a honra.
Caixa-alta- É uma expressão usada em tipografia para referir a escrita com letras maiúsculas.
Caixa-baixa- Por seu turno, corresponde à escrita com letras minúsculas.
Ouvir o Outro Lado- É entrevistar a outra parte envolvida em uma informação ou denúncia, para prevenção de desmentidas, dando oportunidade de defesa a ambos os lados. É um pressuposto do Jornalismo.
Clichês- Clichê, chavão, frase feita, são expressões que se tornaram vazias de sentido ou se trivializaram, por força de terem sido demasiadamente repetidas. Os clichês devem ser evitados, pois empobressem o texto em termos de qualidade.
Jabá- Algumas relações entre jornalistas e os assuntos de suas matérias chegam a ser promíscuas, principalmente quando as fontes e personagens oferecem benefícios materiais em troca de exposição na mídia, publicidade ou elogios. Na maior parte das vezes, porém, este tipo de "propina" ou "suborno" ocorre tacitamente, veladamente, para evitar que alguma das partes seja formalmente acusada. Uma maneira comum de oferecer esta troca é enviar presentes ao responsável pela matéria. No Brasil, esta prática de suborno implícito é chamada pelo jargão jabaculê ou simplesmente jabá. O jabá ocorre frequentemente com críticos e no Jornalismo Cultural.
Recomendada/ Reco/ Rec- Também é um problema ético quando determinadas assessorias de imprensa negociam com jornalistas dos veículos a inclusão na pauta de determinado assunto que seja de interesse da instituição ou do indivíduo que elas assessoram. Nos casos em que o assunto, por conta própria, não tenha valor noticioso suficiente para ser publicado, diz-se que a matéria foi "plantada" na redação, ou seja, nascida no ambiente externo à redação, e não naturalmente, pelo "faro" dos repórteres.      Quando, por outro lado, a pauta é indicada por um superior na redação, por um dos diretores, executivos ou até pelo dono do veículo, diz-se que a matéria é "recomendada", termo que no jargão jornalístico é conhecido como reco, pauta rec ou pauta 500.
Cascata- Texto insignificante, repetitivo e muitas vezes até mentiroso ou vazio de informação, fruto de reportagem mal apurada ou de necessidade de preencher um espaço a qualquer preço, naturalmente causando prejuízos ao leitor, telespectador ou ouvinte.
Dedo-duro- É a referência colocada em uma matéria para remetê-la para outro assunto em página diversa.
Press-release/ Release/Rilise- Press releases ou Comunicados de imprensa, ou apenas releases são documentos divulgados por assessorias de imprensa para informar, anunciar, contestar, esclarecer ou responder à mídia sobre algum fato que envolva o assessorado, positivamente ou não. É, na prática, uma declaração pública oficial e documentada do assessorado.
O release deve conter informação jornalística com objetivo promocional para o assessorado, ou seja, ser ao mesmo tempo de interesse jornalístico e institucional. Pode ser definido como o material informativo distribuído aos jornalistas para servir de pauta ou ser veiculado completa ou parcialmente, de maneira gratuita. É uma proposta de assunto, um roteiro, uma sugestão de pauta, mas do ângulo de quem o emite.
Existe ainda o Press release direcionado, que é enviado com exclusividade para um único veículo quando se pretende negociar uma relação mais próxima entre a Assessoria e um órgão específico de imprensa.
Checar/ Apurar- É o processo de averiguar informação em estado bruto (dados, nomes, números etc.). A apuração é feita com documentos e pessoas que fornecem informações, chamadas de fontes. A interação de jornalistas com suas fontes envolve frequentemente questões de confidencialidade.
Pauta- É a seleção dos assuntos que serão abordados. É a etapa de escolha sobre quais indícios ou sugestões devem ser considerados para a publicação final.
Gêneros Jornalísticos:
Opinativos- Os gêneros opinativos (editorial, comentário, artigo, resenha/crítica, crônica, coluna, caricatura e carta) além de fornecerem os dados, também oferecem a opinião do jornalista e a sua posição em relação aos fatos, tratando de convencer o leitor de que essa é a posição mais adequada ou correta.
Informativos- Os gêneros informativos (entrevista, nota, notícia, reportagem e matéria) têm como características a suposta “não contaminação” pela opinião, valoração e ideologia; a objetividade, a análise fria e racional dos fatos; a informação do que é atual.
Gêneros Informativos:
Entrevista - É um relato que privilegia um ou mais protagonistas do acontecimento, possibilitando-lhes um contato direto com a coletividade. É produzida pela equipe de reportagem e transmitida tanto pelo repórter como pelo locutor, que interagem com o(s) entrevistado(s) durante a conversa.
Nota - Texto curto sobre algum fato que seja de relevância noticiosa, mas que apenas o lead basta para descrever; muito comum em colunas.
Notícia- É o relato integral de um fato que já eclodiu no organismo social. Também é produzida pela equipe de redação e transmitida pelo locutor. O boletim do repórter é o relato parcial ou integral dos fatos. É produzido e transmitido pelo repórter. O locutor faz a chamada do boletim, podendo interagir com o repórter nas transmissões “ao vivo”.
Reportagem- É o relato ampliado de um acontecimento que já repercutiu no organismo social e produziu alterações que são percebidas pela instituição jornalística. Também é produzido e transmitido pelo repórter. O locutor faz a chamada da reportagem, podendo interagir com o repórter nas transmissões “ao vivo”.
Matéria - Todo texto jornalístico de descrição ou narrativa factual. Dividem-se em matérias "quentes" (sobre um fato do dia, ou em andamento) e matérias "frias" (temas relevantes, mas não necessariamente novos ou urgentes).

Referências:
Material em sala de aula referente ao período de 06/03/12 a 17/04/12
BRANDÃO, Jaqueline Alves. Pirâmide Invertida e a Escrita para a Web. Enlink, 11 out. 2011.< http://www.enlinkbuilding.com.br/ > acesso em: 4 out. 2012.
SOUSA, Jorge Pedro. Jornalismo on-line. Instituto Politécnico de Viseu. < http://www.ipv.pt/  > acesso em 5 out. 2012.
DO PRADO, Cristiane. A trajetória do jornalismo impresso para o jornalismo digital. Monografias Brasil Escola. < http://monografias.brasilescola.com/ > acesso em: 5 out. 2012.
GOULART, Alexander. Uma lupa sobre o jornalismo de revista. Observatório da Imprensa, 4 jul. 2006. < http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ > acesso em: 5 out. 2012.
SÉRGIO, Ricardo. Tipos de Clichês. Recanto das Letras, 16 mai. 2010. < http://www.recantodasletras.com.br/ > acesso em: 5 out. 2012.
EXCERTO DE PEREIRA, Rose Mary F.; ROCHA, Thaís Ferreira. Relembrando o Gênero Jornalístico Opinativo. O Vigillante, 7 OUT. 2010. < http://ovigillante.com/ > ACESSO EM: 6 OUT. 2012.

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