Como a realidade globalizadora pode ser percebida em nosso país e no mundo.
por Sandy Glenda
Os recentes e intensos impactos
socioeconômicos e culturais que se propagam com uma espantosa velocidade e,
graças à evolução tecnológica, afetam, em diferentes graus, as rotinas dos
países do mundo, confirmam a natureza universal do atual processo de globalização
da sociedade contemporânea. Este processo tem gerado mudanças que se tornam
cada vez mais visíveis no cotidiano do cidadão.
O processo da
globalização alterou a rede de relacionamento entre os indivíduos, influindo
nas estruturas econômicas e políticas, na qual a inclusão social configura uma
importante interface. O crescimento dos meios de transporte e comunicação
proporcionou a corrida de novos mercados consumidores, consolidando as empresas
e o sistema capitalista. Neste novo cenário, produção globalizada de bens,
justificada pela incessante competição que associa qualidade e lucro, convive
com a brutal exclusão social e desemprego especialmente naqueles países do
terceiro mundo, rotulados como emergentes.
A principal característica deste
novo tempo é o fabuloso acúmulo da informação em todos os domínios, com
surpreendente potencial de armazenamento. A concentração da informação agrava
de modo significativo, o desequilíbrio internacional em todos os níveis. As
consequências dessas mudanças sobre a sociedade têm sido denominadas como
Sociedade do Conhecimento, Sociedade da Informação ou Era do Conhecimento.
A nova sociedade globalizada,
que prioriza o econômico e os interesses comerciais, contribui, além disso,
para o estreitamento da esfera pública, e coloca em crise o tradicional papel
do Estado. A esfera pública, ao se privatizar, coloca em evidência um novo
"modelo de cidadania" que não se nutre mais dos valores coletivos e,
consequentemente, constata-se a emergência de uma nova ética, na qual se
valoriza, não mais o humano, mas o que atende aos interesses do mundo
econômico.
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